segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Teu ato confuso

Então quando as luzes se apagam na plateia eu não me vejo
Olhos se resumem a te procurar nos atos e cenas seguintes
A fumaça que tenta te recobrir não impede que ainda te veja
Teus olhos perdidos na luz que te cega me fazem lembrar o já perdi

Esqueço então de respirar ao ver teus olhos me acharem
Mas logo me reencontro perdido dentro de mim
Busco teu passado que ainda marcado dentro da minha cabeça me faz te querer

De nada adianta eu gritar agora que te amo
De nada me vale te dizer que não quero meu presente
De nada vai valer minha angustia
De nada vai valer minhas palavras

Mas sei que só tu me entenderas
Só teu fino trato ira degustar essas palavras
Só minha ilusão vai acreditar no que minha razão já esqueceu, ou ao menos tenta
Mas ainda resta esperança em meu peito pra dizer que nada do que eu digo é em vão.

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