Mesmo estando imerso em uma pandemia, hoje acordei diferente; tive, ontem, uma daquelas crises de choro onde não somente sai as lágrimas, mas também se expurga um sentimento quase que demoníaco, que consome e invade a alma.
Escolhi como trilha sonora pro choro Gal Costa (que por sinal recomendo muito), e vez ou outra as propagandas, como que num rompante ao sentimentalismo em excesso, cortavam o momento. Mas eu insisti, mudei de música, chorei mais, e tudo isso com um rodo e um pano na mão, afinal a modernidade nos proporciona um choro parcelado, e a vida adulta a responsabilidade de limpar a casa.
Engraçado como o dia está propicio para algo bom, pensei até em fazer umas apostas, mas ainda vou jogar as cartas pra ver se hoje é meu dia de sorte. Enfim, a pandemia diminuiu meu ceticismo astrológico, aumentando minha capacidade em me agarrar a possíveis respostas astrais. Se é bom ou não, o futuro dirá!
Ligo o computador cedo, na esperança que haja uma notícia diferente da habitual. Mas não há nada de novo no país de santa cruz.
Penso em fumar um cigarro. Depois de parar de beber, o cigarro tem sido um bom companheiro, já que ele me dá uma espécie de paz interior. Pode ser só a nicotina falando mais alto e tapando meus pulmões? talvez. Me iludo com o fato de que é minha genialidade egofágica que rompe o limiar dos entraves que eu mesmo construí.
Ainda é cedo, e até hoje eu não aprendi usar a crase.
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